15º Feminicídio do ano em Amazonas mobiliza ato

 

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(Imagem: Divulgação) Ato contra feminicídios no Amazonas.

As mulheres negras são as maiores vítimas de feminicídio no Brasil, sendo 59,4% dos registros de violência doméstica em 2013 referentes às mulheres negras. O perfil de pessoas mortas têm mostrado cor e gênero, por isso, em 2015, quando cerca de 385 mulheres eram mortas por dia, foi instituída a lei 13.104/15, que mudava o código penal, acrescentando a violência contra a mulher como modalidade de homicídio qualificado.

Este ano, a 15º morte no Amazonas, qualificada como feminicídio e, portanto, um crime de ódio contra a mulher, mobilizou ação de amazonenses. Maria Lídia França de Lima foi morta pelo companheiro em 27 de Maio, que ateou fogo na mulher de 34 anos de idade. Em 02 de Maio, um grupo de mulheres se reuniu em um ato simbólico pela vida de Maria Lídia. A discussão que levou à morte da vítima, teria sido causada por uma festa a qual, Joaby Evangelista de Araújo, como foi reconhecido o autor do crime, não teria aprovado a presença da companheira. A repercussão do caso, unido ao ato, deu visibilidade à violência da mulher nas regiões mais afastadas das grandes cidades, onde costumam acontecer com mais frequência. 

Florismar Silva é conselheira municipal e coordenadora do Fórum Permanente das Mulheres e afirma: “O que acontece nos interiores é que a mulher vai reclamar e o delegado manda voltar. Alguns questionam ‘será que você quer denunciar mesmo seu marido?’. Temos casos de delegacia onde tem uma delegada de mulheres, mas há dificuldade de falta de combustível, de pessoal…”. acrescenta em seu relato que o caso está sendo investigado e pontua as dificuldades das mulheres, predominantemente negras, desta região em denunciar agressões dentro de casa, mas que o quadro é alarmante e previdências devem ser tomadas.

Por Quezia Isaías

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