Ogãs, Equedes e Cambonos são reconhecidos por Ministério do Trabalho como Ministros Religiosos

 

O Brasil é um país majoritariamente católico, entretanto desde 2010 o censo do IBGE percebe aumento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil. Esta abertura lenta, mas gradual tem colocado em pauta a questão da intolerância. Casos como o de Kaylane Campos que saía de uma celebração do Candomblé repercutiu, quando a jovem de 11 anos foi apedrejada em frente a uma instituição evangélica pelos seus fiéis. Agora, o Ministério do Trabalho reconhece Ogãs, Ekédi e Cambones como Ministros Religiosos, o que dá maor visibilidade às religiões de matriz africana.

A maior mudança a partir deste reconhecimento é a promoção do benefício dos Ministros Religiosos da Previdência Social, que antes não possuíam nem existência formalizada. Ainda assim, a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) não regulamenta estas atividades, mas Ogãs, Ekédis e Cambones passam a partilhar do mesmo tratamento dos demais Ministros Religiosos Afro-brasileiros.

A questão é tratada como ofício, não profissão e com o reconhecimento do Ministério do Trabalho, a organização deve garantir aos sacerdotes e sacerdotisas benefícios como moradia, vestuário, saúde, alimentação e transporte, por exemplo, o que não implica em salário.

Para que efetivada, a indicação de Ministro Religioso deve ser registrada em ata, que após o registro em cartório, torna-se formal. A partir dessa nomeação, ninguém pode contestar o título de Ministro, caso contrário, pode ser denunciado por discriminação religiosa.

Give your website a premium touchup with these free WordPress themes using responsive design, seo friendly designs www.bigtheme.net/wordpress